[69] Divagações
Fevereiro
Estamos no fim da primeira semana de março e, para mim, parece que fevereiro acabou há muito tempo. Como contei na edição anterior, tudo mudou por aqui por conta do trabalho. É bom ter meu próprio dinheiro (isto é, não depender de meu marido para tudo), mas não está sendo fácil.
O projeto do blog
Ainda estou me ajustando a essa mudança na minha rotina. Desacelerei o projeto de escrever todos os dias no blog, mas quero manter o movimento. Como a dinâmica de um blog é diferente da do Instagram (no blog podemos editar o texto no sentido de melhorá-lo, ampliá-lo), por exemplo, e até da newsletter), tenho pensado em publicar fragmentos dos textos. Durante todo o dia, rola uma conversa mental comigo mesma sobre diversos assuntos. Já cheguei a registrar isso no meu diário, ou seja, a ideia de transcrever pensamentos (lembro de que Virginia Woolf registrou em seu diário o desejo de transcrever as conversas que ela tinha com as pessoas). Tem uma entrada que é essa tentativa de transcrição.
Curadoria
Tenho um arquivo que chamo de curadoria, no qual vou salvando coisas que acho interessantes de compartilhar.
Post de Samantha Dion Baker no qual ela mostra alguns dos seus cadernos. Ela tem o projeto no qual faz registros diários (diário) por meio de desenhos. Neste outro post, ela fala sobre os seus livros: Draw Your Adventures, Draw Your World e Draw Your Day. Os livros apresentam outras formas de registrar a vida.
Vídeo de Amanda Close falando sobre manter um diário há 42 anos.
Post de Jillian Hess sobre os cadernos de Susan Sontag
As capas dos cadernos de Susan Sontag. Ela usava cadernos simples, daqueles brochuras que as crianças usam na escola. E a gente lutando para ter um caderno caro…
Um dos textos de Joan Didion para o qual sempre volto: Why I Write.
Lily Dunn fala sobre organizar e categorizar seus diários e cadernos reunidos ao longo de 40 anos.
Posts do blog
Post sobre o caderno como um suporte para pensar
Canal
Mostrei o caderno que fiz para usar em marco
Leituras
A vida que vale a pena ser vivida, de Clóvis de Barros (recomendacao da Thais Godinho do Vida Organizada).
Otimize seu aprendizado - Daniel T Willinghan.
O uso da foto de Anne Ernaux - não rolou, abandonei em 36%
Correspondências de Clarice Lispector.
Quero comentar rapidamente sobre as cartas que Bluma Wainer escrevia para Clarice. Ela usa uns termos que eu costumava ouvir quando meu padrinho era vivo:
sem elã para nada.
conversa muito mal alinhavada.
acabou num grande sururu.
gorou.
Você conhece e/ou usa alguma dessas palavras/expressões?
Por hoje, encerro aqui.
Até a próxima edição.
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Adorei ver os cadernos da Susan <3